Comunicação

Archive for maio, 2021

Nutricionista capixaba comenta a importância da alimentação na escola

24 de maio de 2021

Pesquisas apontam alto consumo de alimentos ultraprocessados por crianças. Nutricionista alerta para os riscos e chama atenção para o aprendizado do comer bem

A alimentação saudável é um direito ​de todas as crianças, garantido pela constituição brasileira. A família e ​escola devem fazer parte do processo educacional, para que os pequenos cultivem o hábito de comer bem. Informações divulgadas pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), em  2018, apontam que 49% das crianças de 6 a 23 meses consomem alimentos ultraprocessados, 33% delas ingerem bebidas adoçadas e 32,3% comem macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote ou biscoitos salgados, os números soam como um alerta para os pais. A nutricionista Dayanna Miranda Camizão, comenta que para termos adultos com uma consciência alimentar adequada, é preciso trabalhar este assunto desde a infância.

Segundo Dayanna, os alimentos são classificados como in natura, minimamente processados, processados e ultraprocessados. Ela alerta que, quanto mais industrializados os alimentos são, maior será a quantidade de açúcares, gorduras, sódio, aditivos químicos e conservantes. “Esses alimentos acabam se tornando pobres em nutrientes e extremamente calóricos. Consumi-los sem moderação, pode levar as crianças ao sobrepeso, seletividade alimentar e consequentemente torná-las adultos hipertensos, diabéticos, além de outras doenças que podem estar relacionadas com a má alimentação. Então, a regra ideal seria ‘desembalar menos e descascar mais’”, alerta a nutricionista.

Escola é lugar de aprender a comer bem

A profissional, que atua na escola Upuerê Educação Infantil, reforça a importância de se trabalhar o consumo de alimentos saudáveis desde a infância. “Durante as refeições também é um momento de grande aprendizado, onde, por meio do exemplo e da conversa, se aprende a comer bem e a importância disso. Os registros do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam que uma em cada três crianças, com idade entre cinco e nove anos, está acima do peso. A escola é um ambiente propício para todo o tipo de aprendizado e a alimentação saudável também deve ser estimulada, desde a sala de aula até o refeitório, devem ser transmitidas a importância do comer saudável e colocar em prática. Por esse motivo, incluímos frutas, verduras e alimentos naturais na alimentação dos nossos alunos. Esse hábito deve se estender em casa, com a simples regra de um almoço variado com cores e texturas diferentes, ao menos 5 cores diferentes no prato”, explica Dayanna.

Gestora capixaba destaca a adaptação das crianças na volta às aulas

24 de maio de 2021

Diferentemente dos jovens e adultos, a educação infantil está ligada às experiências, vivências e não necessariamente ao conteúdo, explica profissional da educação 

Após o período de suspensão das aulas devido à pandemia da Covid-19, as escolas estão autorizadas a funcionar desde outubro de 2020. Entretanto, algumas instituições retornaram no modo híbrido ou somente online. Um estudo publicado em agosto de 2020 pelo Instituto DataSenado aponta que, na opinião de 63% dos pais e responsáveis ouvidos, a qualidade do aprendizado entre os alunos que tiveram aulas remotas diminuiu. Outro fator que se tornou um empecilho no cotidiano dos estudantes é que, de acordo com o IBGE, apesar dos avanços, 20% dos lares brasileiros ainda não possuem conexão com a rede mundial de computadores. Todos esses desafios geraram impactos no ramo educacional. 

Em Vitória, a escola de educação infantil Upuerê retornou às aulas presenciais desde outubro de 2020 e faz um balanço positivo. A diretora pedagógica da instituição, Aparecida Epichin, destaca que o aprendizado nos primeiros anos de vida se dá com base nas vivências e experiências, aspecto que deve ser valorizado. “Quando se fala em educação à distância para adolescentes e adultos, existem diversas possibilidades para contribuir com o processo cognitivo, pois o conteúdo os mantêm atentos. No entanto, a aprendizagem de crianças na fase 0 a 5 anos é totalmente diferente, baseia-se em experiências, vivências e descobertas sobre o mundo. Além do conhecimento, a criança precisa alimentar o lado lúdico, precisa de repertório”, comenta a profissional de educação.

Crianças surpreendem com o respeito aos protocolos

Neste ano, algumas instituições iniciaram o período letivo de acordo com os protocolos de segurança e saúde. “O fato de estarmos em uma área com mais de três mil metros quadrados e com muitos espaços abertos nos proporcionou praticar à risca o distanciamento físico. As crianças nos surpreenderam positivamente, elas entendem a importância de usar a máscara e manter o hábito de lavar as mãos. Assim, podemos ter aulas diariamente, sem rodízio e dentro dos protocolos estabelecidos. Da mesma forma que retornamos em outubro, começamos o ano letivo de 2021, com os mesmos resultados positivos”, completa a educadora.

Em março de 2020, a escola acatou imediatamente as recomendações do governo e dos órgãos sanitários de suspender as aulas. Durante o período, trabalhou para criar protocolos de segurança para o local. “Preocupados com a saúde das crianças, reunimos uma equipe com pediatra, infectologistas e enfermeira, além dos profissionais que conhecem a rotina escolar. Aproveitamos a ampla estrutura e áreas livres, que favorecem o distanciamento social e ficamos no aguardo da autorização do retorno”, afirma Aparecida.

Aulas ao ar livre crescem no ES para evitar contágio de Covid-19

19 de maio de 2021

Diretora de escola em Vitória afirma que a iniciativa auxilia na segurança de alunos e professores e garante o contato  das crianças com a natureza.

Enquanto toda a população ainda não é vacinada contra a Covid-19, o distanciamento físico e uso de máscara ainda são as melhores medidas para se prevenir da doença. Com o retorno das aulas nas escolas do Espírito Santo, todo um protocolo de segurança foi adotado para que se evite a propagação do coronavírus. Uso de máscara e álcool gel em sala de aula, carteiras distanciadas, sistema de aulas híbridas e rodízio foram implementados. Na capital, uma escola tem apostado em aulas ao ar livre para manter em segurança crianças e professores. A diretora explica que além de ajudar como protocolo contra o vírus, a prática auxilia no interesse dos pequenos em relação às aulas.

Aparecida Epichin, que é diretora pedagógica da escola, comenta que essa modalidade ao ar livre já era valorizada antes da pandemia, mas foi reforçada neste momento. “Sempre valorizamos o ensino ao ar livre, utilizamos uma área de 3.000 m². Esse é um dos pilares do nosso trabalho, há 28 anos, que foi intensificado no plano de retorno seguro. Além dos momentos que as crianças têm contato com o ambiente externo, incluímos aulas de inglês na quadra da escola. É uma proposta que alia segurança e aprendizado, pois diminui o risco de contaminação e traz diversos benefícios no processo cognitivo e na saúde das crianças”, explica a diretora da Upuerê.

Método foi muito usado em pandemia de tuberculose no início do século 20

Entre o fim do século 19 e início do século 20, de acordo com Centros de Controle de Doenças (CDCs) dos Estados Unidos, uma pandemia de tuberculose matou um a cada sete cidadãos europeus e norte-americanos. A solução encontrada para proteger as crianças nas escolas, inclusive nas brasileiras, foi utilizar espaços abertos como salas de aula. Professores e alunos aprendiam sobre diversas matérias e, como complemento, observavam a natureza para reforçar o aprendizado. Um pesquisador encontrou registros de aulas a céu aberto que datam a partir de 1916 em cidades brasileiras como Campos dos Goytacazes (RJ), Manaus (AM) e Rio de Janeiro (RJ). A vacina para a doença só chegou aqui no Brasil em 1927.

Estudo indica: 92% dos alunos apresenta maior interesse nas aulas ao ar livre

O projeto Natural England levou aprendizagem ao ar livre para 125 escolas da Inglaterra. Uma pesquisa nas escolas atendidas revelou que 92% dos entrevistados apontaram maior envolvimento e interesse após as matérias serem ministradas em ambiente externo. O mesmo estudo revelou que 85% dos educadores afirmaram que os alunos melhoraram o comportamento.