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A pandemia aproximou a relação entre pais e filhos

A pandemia aproximou a relação entre pais e filhos

Aparecida Epichin é diretora pedagógica da Upuerê Educação Infantil

Acredito que você já tenha ouvido que a pandemia mudou o mundo, é quase um clichê. Algumas dessas mudanças são extremamente notáveis, outras foram mais discretas, mas importantes. Para ser mais clara: ao ler este artigo, isso lhe custou tempo investido e esse talvez seja o bem mais precioso das pessoas. Para pais e mães que precisam trabalhar e dar conta dos afazeres da vida adulta, a falta de espaço na agenda faz com que, muitas  vezes, só haja tempo na semana para um beijo de boa noite ou um café da manhã em família com seus filhos. Como em um ciclo vicioso, perde-se tempo no trânsito, passa-se mais tempo no trabalho do que em casa e a situação se repete, dia após dia. 

O período de fechamento das instituições de educação infantil e a possibilidade de trabalho remoto deram a chance das famílias passarem mais tempo juntas, uma proximidade, talvez, para alguns, inédita. Foi possível ver os filhos crescerem, conviver e conhecê-los melhor, sem a supervisão de um relógio, um ano de 2020 sabático. Como toda situação traz um aprendizado, após o retorno das aulas da educação infantil em Vitória, percebi grandes diferenças na relação familiar. Pude notar pais mais empáticos com seus filhos e também com professores, pois o tempo os mostrou a importância da nobre missão de ensinar. 

Um dado positivo que o período de quarentena trouxe foi revelado por meio de uma pesquisa do Datafolha. O estudo realizado com 1.021 pais ou responsáveis de alunos de escolas públicas mostrou que 71% desses passaram a valorizar mais o trabalho desenvolvido pelos professores. Apesar da triste situação da pandemia, o aprendizado do isolamento tornou os pais mais próximos e tornou melhores conhecedores de seus filhos, apreciadores do tempo que passam juntos, além disso, fez com que pudessem valorizar o fundamental papel da escola.