Desenvolvimento InfantilDestaque HomePsicóloga explica relação entre a alimentação e o comportamento infantil

9 de junho de 2022

Especialistas indicam que é preciso ter atenção ao modo como a alimentação pode ser uma maneira de as crianças lidarem com as emoções – sejam elas positivas ou negativas.

Quando se é criança, principalmente no início da vida, a principal forma de desbravar o mundo é a partir do contato com a boca, considerada a primeira maneira de sorrir, chorar, morder, sugar e explorar sabores e texturas diversos por meio dos alimentos. Na infância, a alimentação é um momento de descobertas, criação de vínculos e pode ser, também, uma forma de lidar com as emoções, sejam elas positivas ou negativas. Uma pesquisa divulgada pela Revista Scielo sobre os aspectos emocionais em relação à aversão alimentar explica que a alimentação é um processo complexo que envolve os aspectos orgânicos, emoções, motivação, além dos contextos social, familiar e ambiental da criança. Diante desta definição, 80% das crianças observadas ao longo do estudo possuem distúrbios alimentares devido a alguma resistência externa que não engloba a alimentação em si.

Talita Espíndula afirma que, para criar momentos prazerosos entre as crianças e os alimentos, é preciso que elas vivenciem situações que transmitam segurança, cuidado e conforto. “Quando elas são obrigadas a comer algo que não gostam, por exemplo, as crianças entendem que o momento de se alimentar é algo ruim, não traz prazer e adotam esse hábito com certa aversão. Além dessa sensação, é preciso ter atenção à forma com que elas lidam com algumas situações, pois sentimentos como a tristeza podem influenciar no consumo de comidas doces, entre outros alimentos não recomendados, ou na quantidade de vezes que as crianças pedem por alimentos ao longo do dia”, explica a psicóloga da Upuerê Educação Infantil.

Pais como modelos na alimentação

A profissional comenta que os pais são os principais modelos dos filhos, especialmente quando iniciam a ingestão de alimentos sólidos além do leite materno na dieta alimentar infantil. A amamentação, por exemplo, é um momento único e especial entre as mães e as crianças, pois é quando elas encontram satisfação da fome, além de proteção e aconchego. Essas sensações criam um vínculo entre elas e as mães e, também, entre elas e o alimento. “A boa relação entre os pais e as crianças é essencial para criar bons e fortes hábitos alimentares, além de influenciar no tipo de relação que elas terão com as frutas, vegetais e demais alimentos. Por isso, é preciso ter atenção na conexão entre os adultos e os alimentos, pois as crianças podem se espelhar neles e utilizar a comida como meio de encontrar conforto devido a uma situação de chateação, por exemplo”, descreve Talita.

Construção cognitiva influenciada pela alimentação

A partir de uma dieta alimentar elaborada de forma equilibrada, é possível encontrar o equilíbrio para a saúde emocional e mental das crianças. Uma rotina saudável, composta por frutas, vegetais, verduras e outros alimentos, é essencial para o desenvolvimento físico e cognitivo das crianças, assim como para seu processo de aprendizado. Dayanna Miranda Camizão indica que ter uma nutrição infantil balanceada estimula o bom funcionamento do corpo e da mente, o que favorece a longevidade e a qualidade de vida das crianças. “Na infância, o prato infantil deve ser composto por muitas cores, o que significa diversidade de alimentos. Uma alimentação pobre prejudica a concentração, a memória e o raciocínio da criança, portanto, grandes quantidades de açúcar, sódio e de gorduras saturadas devem ser evitadas”, informa a nutricionista da Upuerê Educação Infantil.

Alimentos que favorecem o desenvolvimento cognitivo

Entre as frutas, vegetais e demais alimentos, Dayanna comenta sobre as funções de alguns que são essenciais para promover a construção mental, social e cognitiva das crianças:

  • Água: fundamental para a concentração infantil e para hidratação;
  • Cereais integrais: fornecem carboidratos e vitamina B6, que incentiva o sistema nervoso a produzir serotonina;
  • Peixes: oferecem ômegas 3 e 6, proteína e fósforo, que favorecem o funcionamento cognitivo do cérebro e auxiliam na prevenção da depressão;
  • Frutas: ricas em açúcares simples, essenciais para o corpo e o cérebro;
  • Ovos: possuem nutrientes que estimulam as conexões neurais;
  • Laticínios: fontes de cálcio, que colabora com a liberação de serotonina;
  • Legumes e verduras: propiciam o fornecimento de ferro, zinco e vitamina B, que combatem a falta de atenção e concentração.
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Upuerê Educação Infantil

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