Destaque HomeEducação infantilAulas ao ar livre crescem no ES para evitar contágio de Covid-19

27 de julho de 2021

Estudos indicam que aproximadamente 92% dos alunos apresentam maior interesse nas aulas, quando essas acontecem ao ar livre. Nossa diretora conta a importância da iniciativa.

Enquanto toda a população ainda não é vacinada contra a Covid-19, o distanciamento físico e uso de máscara ainda são as melhores medidas para se prevenir da doença. Com o retorno das aulas nas escolas do Espírito Santo, todo um protocolo de segurança foi adotado para que se evite a propagação do coronavírus. Uso de máscara e álcool gel em sala de aula, carteiras distanciadas, sistema de aulas híbridas e rodízio foram implementados. Na capital, uma escola tem apostado em aulas ao ar livre para manter em segurança crianças e professores. A diretora explica que além de ajudar como protocolo contra o vírus, a prática auxilia no interesse dos pequenos em relação às aulas.

Aparecida Epichin, que é diretora pedagógica da escola, comenta que essa modalidade ao ar livre já era valorizada antes da pandemia, mas foi reforçada neste momento. “Sempre valorizamos o ensino ao ar livre, utilizamos uma área de 3.000 m². Esse é um dos pilares do nosso trabalho, há 28 anos, que foi intensificado no plano de retorno seguro. Além dos momentos que as crianças têm contato com o ambiente externo, incluímos aulas de inglês na quadra da escola. É uma proposta que alia segurança e aprendizado, pois diminui o risco de contaminação e traz diversos benefícios no processo cognitivo e na saúde das crianças”, explica a diretora da Upuerê.

Método foi muito usado em pandemia de tuberculose no início do século 20

Entre o fim do século 19 e início do século 20, de acordo com Centros de Controle de Doenças (CDCs) dos Estados Unidos, uma pandemia de tuberculose matou um a cada sete cidadãos europeus e norte-americanos. A solução encontrada para proteger as crianças nas escolas, inclusive nas brasileiras, foi utilizar espaços abertos como salas de aula. Professores e alunos aprendiam sobre diversas matérias e, como complemento, observavam a natureza para reforçar o aprendizado. Um pesquisador encontrou registros de aulas a céu aberto que datam a partir de 1916 em cidades brasileiras como Campos dos Goytacazes (RJ), Manaus (AM) e Rio de Janeiro (RJ). A vacina para a doença só chegou aqui no Brasil em 1927.

Estudo indica: 92% dos alunos apresenta maior interesse nas aulas ao ar livre

O projeto Natural England levou aprendizagem ao ar livre para 125 escolas da Inglaterra. Uma pesquisa nas escolas atendidas revelou que 92% dos entrevistados apontaram maior envolvimento e interesse após as matérias serem ministradas em ambiente externo. O mesmo estudo revelou que 85% dos educadores afirmaram que os alunos melhoraram o comportamento.

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