Desenvolvimento InfantilCrianças podem se desenvolver mais ao ter contato com outras mais velhas

2 de fevereiro de 2022

Para incentivar o desenvolvimento saudável promovido pela interação, a Base Nacional Comum (BNCC) inclui no aprendizado o convívio com outras crianças.

O aprendizado das crianças pode ser construído das mais diversas formas, porém, o método  mais comum é por meio do ensino promovido por adultos. Entretanto, a interação entre crianças de diferentes idades pode fazer com que as mais novas aprendam com as mais crescidas. Explicado pela Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP), desenvolvida na década de 1920, pelo psicólogo bielorruso Lev Vygotsky (1896-1934), autor de mais de duzentos trabalhos nas áreas de psicologia, educação e ciências sociais, o conceito reforça a ideia de que o que a criança, em determinado momento, só consegue fazer com ajuda, logo conseguirá fazer sozinha. Para isso, é necessário um ambiente que favoreça o aprendizado dos pequenos, e é isso que uma escola de Vitória busca proporcionar.

Para a diretora pedagógica Aparecida Epichin, é fundamental a mesclagem de técnicas de desenvolvimento infantil e oferecer teoria e prática para os pequenos. “Aos quatro anos de idade, as crianças já conseguem compreender que os colegas possuem sentimentos, ações e ideias diferentes das delas. Para que elas possam se aprofundar nessa descoberta, além de seguirmos a Base Nacional Comum (BNCC), complementamos com uma convivência em tempo integral com crianças em outras fases, para que, juntas, possam interagir e explorar um ambiente de aprendizagem diverso”, afirma a profissional da Upuerê Educação Infantil.

Interação e aprendizado na prática

Entre as competências exigidas na BNCC, “Empatia e cooperação” e “Responsabilidade e Cidadania” estão previstas no currículo de aprendizado da educação infantil para garantir aos pequenos o direito de conviver com outras crianças e adultos. A pediatra Karoliny Veroneseviu, na prática, como a convivência pode contribuir para o desenvolvimento. “Tenho filhas gêmeas com quatro anos de idade e, pude notar diferenças em ambas após matriculá-las no ensino infantil em tempo integral. Elas passaram a ser mais cuidadosas com colegas menores, apresentaram evolução na fala e atos independentes, como comerem sozinhas. Também percebi desenvolvimento individual nas personalidades, a Luiza, que era mais tímida, passou a ser mais comunicativa. Essas mudanças começaram após terem contato com outras crianças”, afirma a mãe.

Ensino integral no desenvolvimento infantil

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Números do Censo Escolar 2017, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), apontam crescimento da modalidade de ensino em tempo integral no Brasil nos últimos anos. O percentual de alunos, que inclui as redes pública e privada passou de 9,1%, em 2016, para 13,9%, em 2017.

Para a psicóloga especialista em crianças e educadora parental, Talita Espíndula, uma das vantagens do ensino integral é promover uma interação maior entre crianças de diversas faixas etárias. “Por meio das atividades extracurriculares propostas pelo ensino em tempo integral, as crianças podem interagir mais com os colegas e descobrir o mundo por meio de diferentes tipos de aprendizado. Esse método contribui para que seja trabalhada sua autonomia, socialização e um aprendizado mais constante”, relata a profissional. 

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