Durante a primeira infância crianças podem fazer uso de telas digitais?

30 de agosto de 2022

Crianças de até 02 anos não devem ser expostas às telas digitais. Já crianças com idade entre 2 e 5 anos, se fizerem uso, esse deve estar limitado a 1 hora por dia. Saiba porque o excesso de telas digitais pode trazer prejuízos ao seu filho. As telas do mundo digital têm ocupado cada vez...

Crianças de até 02 anos não devem ser expostas às telas digitais. Já crianças com idade entre 2 e 5 anos, se fizerem uso, esse deve estar limitado a 1 hora por dia. Saiba porque o excesso de telas digitais pode trazer prejuízos ao seu filho.

As telas do mundo digital têm ocupado cada vez mais espaço no dia a dia das pessoas. Mas será que é saudável que crianças façam uso dessas telas?

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, crianças de até 2 anos não devem ser expostas às telas de forma alguma. Já para as crianças a partir de 2 anos, existem recomendações que devem ser observadas para que essa utilização não cause prejuízos aos pequenos. Fique atento às dicas abaixo e não deixe o uso excessivo de telas digitais ser um vilão para a saúde física, cognitiva e emocional do seu filho.

 

Afinal, quais equipamentos são considerados telas digitais? 

Conforme explica a Pediatra Dra. Karoliny Veronese no vídeo para o blog que está no início da postagem, são vários os equipamentos que compõem o grupo das telas digitais, como: celulares, computadores, tablets, jogos eletrônicos, e televisão.  Existem até mesmo brinquedos fabricados para bebês que utilizam tecnologias similares a de telas de tablets e celulares, que fazem tão mal quanto os dispositivos dos adultos.

Uma dica valiosa é ficar atento aos equipamentos que emitem aquela famosa luz azul, que é uma característica das telas digitais.

 

Crianças até 02 anos. 

A Sociedade Brasileira de Pediatria não recomenda que crianças de até 2 anos sejam expostas às telas. Mas por quê?

Durante a primeira infância (dos primeiros 1000 dias de vida até a fase pré-escolar) a criança vivencia importante fase de desenvolvimento físico e cognitivo.  Nesse período, de 0 a 2 anos acontece o lapso de maior desenvolvimento cerebral.

Por isso, nessa etapa a criança precisa dos estímulos que surgem do contato com a natureza e com outros seres humanos, para que as habilidades intelectuais e cognitivas sejam despertadas. Quanto maior o tempo em que a criança estiver conectada às telas, menos convive, brinca e explora.

Para esta faixa etária, o uso de telas para jogos, desenhos, filmes ou outros, mesmo que de forma passiva – quando o adulto compartilha sua tela com o bebê –  não é considerado forma de entretenimento ou lazer.

 

A partir dos 02 anos. 

A partir dos 2 anos a criança pode fazer uso de telas digitais, mas existem orientações e limitação de tempo para que esse não seja prejudicial.

Conforme esclarece a Dra. Karoliny Veronese, crianças de 2 a 5 anos podem fazer uso de telas, contudo, nunca por mais de 1 hora diária. Além disso, a utilização de telas por crianças deve ser sempre monitorada por um adulto e o acesso limitado a conteúdos compatíveis com à faixa etária da criança.

 

Quais os prejuízos do uso excessivo de telas por crianças? 

A lista de prejuízos é longa! Sedentarismo, distúrbios da alimentação, alterações do padrão de sono, diminuição da capacidade visual e auditiva, lesões de esforço de repetição, síndrome da fadiga crônica, dificuldade de aprendizado, atraso do desenvolvimento cognitivo, atraso no desenvolvimento de linguagens, limitação da capacidade criativa, depressão, ansiedade e até mesmo  cyberbullying,  são alguns exemplos de prejuízos que a superexposição às telas podem causar.

É necessário compreender que não só a luz azul emitida pelas telas digitais faz mal, mas também conteúdos inapropriados com os quais as crianças acabam tendo acesso se não forem monitoradas de perto por um adulto podem trazer problemas físicos, sociais e emocionais sérios.

O que fazer quando já existe uma rotina excessiva de uso de telas? 

Se já existe uma rotina excessiva de uso de telas, é plenamente possível restabelecer as regras para sua utilização.  A dica da Dra Karoliny Veronese  é diminuir aos poucos o tempo de uso e substituir as telas por brincadeiras, atividades e convívio da criança com a sua família e com outras crianças de sua idade.

 

Brincar, brincar e brincar.

A infância é um momento mágico da vida e brincar talvez seja um dos atributos mais bonitos de poder ser criança. Por meio das brincadeiras e do convívio entre crianças, elas exploram, descobrem, imaginam, sonham e desenvolvem suas habilidades físicas, motoras e cognitivas. Quanto mais tempo a criança passa conectada às telas digitais, menos tempo brinca, explora e convive.

A superexposição ao uso de telas causa prejuízos  físicos, cognitivos e emocionais, que podem se prolongar para toda a vida. Por isso, é fundamental que o uso de telas digitais por crianças seja apenas a partir dos 2 anos e em tempo nunca superior ao limite para cada faixa etária.

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