Desenvolvimento InfantilDestaque HomeA importância das brincadeiras para inteligência emocional das crianças

19 de janeiro de 2022

Psicóloga alerta para importância do apoio familiar durante o desenvolvimento emocional das crianças.

Alegria, empatia, estranhamento, medo, excitação. Essas são algumas das várias emoções que os indivíduos sentem ao longo da vida. O desenvolvimento emocional infantil consiste na capacitação da criança em lidar com os sentimentos, com as frustrações e temperamentos. Entretanto, essa capacitação ocorre em tempos e formas  diferentes para cada criança, pois depende de vários fatores externos, como os ambientes nos quais a criança convive, principalmente o familiar. Uma pesquisa australiana, realizada com quase 5 mil crianças entre 4 e 5 anos, pela pediatra Melissa Wake, mostrou que a incidência de sobrepeso nos pré-adolescentes tem ligação direta com a ausência dos pais. Especialistas afirmam que, diante desse contexto, a família pode, sim, exercer influência direta na saúde física e mental das crianças.  

Para Talita Espíndula, psicóloga da Upuerê Educação Infantil, o convívio e interação com outras crianças é indispensável para um desenvolvimento emocional saudável, assim como a estimulação do raciocínio, por meio das brincadeiras.  “A interação entre crianças da mesma faixa etária é essencial para o desenvolvimento cognitivo e emocional, já que, por meio das brincadeiras, as estimulamos a usar o raciocínio sobre diversas questões, entre elas as emoções. Além disso, quando convivem entre si, as crianças aprendem conceitos como colaboração, trabalho em equipe e convívio social”, afirma. 

Quais atividades educativas são recomendadas? 

O ambiente escolar, como principal espaço de socialização depois da família, deve proporcionar experiências saudáveis e enriquecedoras na interação entre as crianças. É preciso entender que as emoções fazem parte do dia a dia. Atividades que envolvem músicas, leitura, brincadeiras e demais atividades pedagógicas preparam a criança para a vida. 

Jogos colaborativos

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Os jogos colaborativos também são uma ótima alternativa, uma vez que, as dinâmicas em grupo não estimulam a competição entre as crianças e ensinam sobre solidariedade e trabalho em equipe. Além disso, brincadeiras e atividades desse tipo ajudam a integrar crianças mais inibidas e o fato de não haver um vencedor estimula que todos participem. Incentivam habilidades como liderança e empatia. Algumas sugestões indicadas são: 

  1. Telefone sem fio: nessa atividade, a primeira criança deverá dizer uma frase (a frase original) para o colega ao lado, e ele vai repassar o que ouviu para a próxima criança e assim por diante. O objetivo dessa brincadeira é perceber como a frase foi alterada até chegar no último participante, além de trabalhar a concentração, memória e criatividade;
  2. Nó humano: a dinâmica da brincadeira consiste em as crianças darem as mãos umas às outras, entrelaçando os dedos e não podendo dar a mão para o colega ao lado e nem dar as duas mãos para a mesma criança. Desse modo, o jogo faz com que as crianças cooperem entre si e coordenam de forma espontânea o espaço físico;
  3. Contação de histórias coletivas: nessa atividade, o professor começa a contar uma história e as crianças, uma de cada vez, completam os acontecimentos. Dessa forma, a construção da narrativa é feita de forma coletiva, exercendo a criatividade, a imaginação e a habilidade improvisar.
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Upuerê Educação Infantil

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