Ritos de passagem impactam emoções e pensamentos infantis

13 de dezembro de 2022

Não importa a fase da vida, ela é composta pelo início e pelo encerramento de ciclos. Cada novo começo é uma oportunidade para conhecer novos lugares, fazer novos amigos, construir mais um pedaço do caminho rumo a um futuro promissor. E os ciclos já se iniciam na primeira infância: o desmame, o desfralde, o início...

Não importa a fase da vida, ela é composta pelo início e pelo encerramento de ciclos. Cada novo começo é uma oportunidade para conhecer novos lugares, fazer novos amigos, construir mais um pedaço do caminho rumo a um futuro promissor. E os ciclos já se iniciam na primeira infância: o desmame, o desfralde, o início na educação infantil, a passagem para o ensino fundamental.

Neste momento de transição, que corresponde aos cinco e aos seis anos de idade, é comum que as crianças passem a temer as mudanças que estão a caminho, especialmente quando há a troca de ambientes escolares, a criação de novas rotinas e amizades. Tais medos possibilitam a geração de inquietações que podem permanecer ao longo de outras fases do crescimento, como a adolescência.

Brincadeira que simula uma passagem de um lado para outro.

Um estudo desenvolvido em parceria pela Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico com mais de 2.500 crianças aponta que 80% das que apresentam alguma inquietação relacionada às emoções e ao psicológico infantil não realizavam o acompanhamento necessário, o que pode propiciar o prolongamento desnecessário e incerto das aflições.

Aparecida Epichin explica que as emoções e os pensamentos infantis podem entrar em conflito, gerando incertezas ao vivenciar um rito de passagem, especialmente entre a educação infantil e o ensino fundamental.

“Com as mudanças que vão acontecer, as crianças começam a se sentir receosas porque deixam de ver os amigos que fizeram na educação infantil, não conhecem o novo ambiente escolar, se sentem inibidos em relação aos novos educadores e colegas, não reconhecem aquela transição como parte da rotina delas. Nesse momento de incertezas, é preciso ter atenção às emoções e às falas das crianças, para reconhecer em que momentos o receio em vivenciar a nova fase da vida escolar pode atrapalhar o desenvolvimento e o aprendizado infantil”, comenta a diretora pedagógica da Upuerê Educação Infantil.

Como os pais podem colaborar com a transição escolar?

A profissional reforça que o acompanhamento dos pais durante o rito de passagem dos filhos entre a educação infantil e o ensino fundamental é essencial para que as crianças se sintam seguras e confiantes para vivenciar a nova fase.

“Os pais vivem junto com as crianças esse momento de transição, também se sentem receosos com o momento que virá; ficam em dúvida se os filhos vão se adaptar ao novo ambiente, como vai ser a nova experiência, como vão se sentir em relação às mudanças. Por isso, eles são fundamentais para essa transição, para oferecerem às crianças acolhimento, segurança e confiança. Uma palavra de estímulo para elas já pode fazer a diferença no modo como elas veem a nova escola, por exemplo”, aconselha Aparecida.

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